"Meu filho está acima do peso": 8 dicas que vão ajudar!




Você deve ter notado que nos últimos anos a quantidade de crianças com sobrepeso e obesidade tem crescido assustadoramente. É só olhar para o lado na rua que você vai encontrar, não uma nem duas, mas várias crianças acima do peso.


A obesidade, que concorre com o tabagismo como a maior causa de mortes/doenças evitáveis, triplicou entre as crianças dos Estados Unidos desde 1980. No Brasil, aproximadamente 15% das crianças estão com sobrepeso ou obesidade, e a estimativa é que, se nada for feito, em 2025 teremos 75 milhões de crianças acima do peso no mundo!


Os números são alarmantes e imagino que se você é pai ou mãe já está preocupado com o futuro do seu filho, esteja ele acima do peso ou não. Se você clicou nesse post e leu até aqui, provavelmente está querendo ajuda para mudar, e esse já é um ponto a seu favor e de seu filho. Mas como mudar uma situação tão difícil como essa? Com algumas dicas [umas mais simples que outras] você vai dar uma reviravolta nesse quadro, pode ter certeza!

Então vamos às dicas:


1. Procure um profissional para te ajudar: Essa é a primeira dica, porque é a mais importante. Se você não está com condições financeiras para fazer isso agora, siga as próximas dicas, pois já vai fazer muita diferença. Mas saiba que o acompanhamento de um profissional qualificado (especialmente o Nutricionista) faz TODA a diferença. No final das contas, se colocar no papel, o investimento feito dessa forma é bem mais baixo se for pensar nos medicamentos e intervenções médicas futuras que serão evitados. Pense nisso!


2. Mude primeiro os SEUS hábitos: Você é o espelho do seu filho. Seja o exemplo também na hora da alimentação. Não adianta dizer para ele comer verduras e legumes se você não come. Você vai acertar dois coelhos numa cajadada: melhorar a vida dele e a sua também!



3. Pare com a lei da recompensa: Uma das dicas mais importantes e ao mesmo tempo mais difíceis de seguir. A lei da recompensa é a maior culpada pelo nosso relacionamento negativo com a comida. Quando você quer que seu filho fique quieto em algum lugar você dá PIRULITO; quando ele vai bem na escola você leva pra comer um HAMBÚRGUER; quando ele faz mal-criação você faz ele comer LEGUMES. Viram que absurdo o que fazemos sem perceber? Condicionamos as crianças a comer o que faz mal quando são bem sucedidas, e a comer o que faz bem quando são mal sucedidas. Loucura né? Prefira levar seu filho a algum lugar divertido ou gastar mais tempo com aquela atividade que ele está te pedindo há meses quando ele fizer algo de bom, e quebre essa lei da recompensa!


4. Incentive a prática de esportes: Nos finais de semana prefira levar seu filho ao parque do que ao cinema; prefira presenteá-lo com brinquedos que o farão se movimentar (como corda de pular, skate, patins, bicicleta, bola de futebol ou outro esporte, etc..) e evite os brinquedos que o farão ficar parado (como os vídeo-games e eletrônicos em geral). Se puder colocá-lo em uma aula de dança ou algum esporte (futebol, natação..) melhor ainda!


5. Delimite os horários: Se você trabalha fora ou não, saiba que o que acontece dentro de casa com seu filho deve ser controlado por você. Não estou dizendo para fazer da rotina dele um quartel, mas é de estrema importância que os horários em frente à televisão/computador ou jogando vídeo-game ou brincando no celular sejam controlados. Não faça isso sozinho: negocie com ele as atividades que está disposto a cancelar ou reduzir, e as que está disposto a incluir.


6. Leve seu filho para a cozinha: Faça receitas saudáveis com ele e deixe que te ajude no preparo das refeições, tomando sempre cuidado com os objetos/equipamentos cortantes e quentes. Quando seu filho só tem contato com a cenoura quando está cozida cortada em palitinho na mesa, sua aproximação com ela fica prejudicada. Deixe que ele veja como a cenoura é de fato, como deve ser cortada, e [se for mais grandinho] deixe que ele corte no formato que quiser (coração, lua, estrela...). Esses detalhes podem parecer besteira, mas fazem com que seu filho enxergue os alimentos saudáveis de outra forma, pois ele fez parte daquilo.


7. Descasque mais e desembale menos: Vá na sua cozinha e observe: há mais alimentos para descascar ou pacotes para abrir? Todo produto industrializado [com pequenas exceções] fará mal a seu filho! Mesmo o biscoito maizena, o polvilho, o cream cracker, o achocolatado, o suco de soja, o iogurte, a gelatina, e todos os outros que você tem que abrir pra comer. E cuidado, papais! A indústria cria rótulos cada vez mais coloridos para atrair seus filhos, e tabelas com cada vez mais nutrientes para atrair vocês. Não se enganem! Só existe saúde no que a natureza faz; o ser-humano só estraga as coisas.


8. Realize as refeições na mesa: e com a TV desligada, claro! Quando comemos prestando a atenção em outra coisa, não reparamos na quantidade que estamos ingerindo, nem nos sabores e texturas, e acaba que nosso relacionamento com o alimento fica prejudicado. Como a criança já tem naturalmente dificuldade de concentração, isso só piora as coisas. Estipule o tempo de 15 a 30 minutos para a refeição à mesa.


Você não precisa colocar tudo isso em prática de uma vez só. Vá incluindo dica por dica na vida do seu filho e daqui a pouco vai estar fazendo tudo certinho!


Saiba que VOCÊ tem o poder de mudar o presente e o futuro do seu filho. Quando ficar difícil, respire fundo e comece de novo. Nada dá mais trabalho do que arcar com as consequências que a obesidade trará.


Beijos, da Nutri

E VIVA NA MEDIDA!


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