Você tem refluxo? 10 orientações nutricionais que vão ajudar


O refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago é um evento fisiológico normal, que ocorre diariamente em indivíduos saudáveis. O problema é quando esses episódios de refluxo são frequentes sobrecarregando os mecanismos de proteção do esôfago, resultando em sintomas como azia, sensação de queimação no esôfago ou inflamação com erosão do revestimento do esôfago. Chamamos isso de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).


A imagem a seguir ilustra bem o que acontece no refluxo:



A exposição prolongada ao ácido gástrico decorrente do quadro frequente de refluxo, pode resultar em esofagite, que é a inflamação do esôfago. Também podem haver erosões do esôfago, ulceração, cicatrizes, estenose (estreitamento anormal do órgão), e até problemas de deglutição.


Existem tratamentos médicos e cirúrgicos, e o diagnóstico deve ser feito por um gastroenterologista. Mas há também orientações nutricionais valiosas para a redução dos sintomas da doença e até prevenção em indivíduos mais propensos.


Cuidados Nutricionais para a Redução do

Refluxo Gastroesofágico e Esofagite


1. Evite refeições com grande volume de alimentos e ricas em gorduras.


Esse tipo de refeição retarda o esvaziamento gástrico e prolonga a secreção de ácido no estômago.


2. Evite comer pelo menos 3 a 4 horas antes de deitar.


O ideal é que a cabeceira da cama esteja elevada de 15 a 20 cm. Ao se deitar logo após uma refeição, o trato gastrointestinal perde a força da gravidade, que auxilia na digestão completa e eficiente.


3. Pare de fumar.

Os efeitos gastrointestinais do tabagismo incluem a redução da pressão do esfíncter esofágico inferior e do piloro, aumento do refluxo, alteração da natureza do conteúdo gástrico, inibição da secreção de bicarbonato do pâncreas, aceleração no esvaziamento gástrico de líquidos e redução do pH duodenal. O tabagismo também prejudica a capacidade dos medicamentos diminuírem a secreção ácida durante a noite, tendo um papel fundamental na formação da úlcera. Por fim, fumar prejudica a cura espontânea e aumenta o risco e a rapidez do reaparecimento da úlcera, bem como a probabilidade de a úlcera perfurar e requerer intervenção cirúrgica.


4. Evite bebidas alcoólicas.


Bebidas alcóolicas fermentadas (como cerveja e vinho) estimulam a secreção de ácido gástrico e devem ser limitadas.


5. Evite alimentos e bebidas que contenham cafeína.


A cafeína diminui a acidez das secreções gástricas, comprometendo a eficiência da digestão dos alimentos. Por isso, mesmo que não tenha problemas com refluxo, evite consumir aquele cafezinho após a refeição.


6. Evite ficar em pé e realizar atividades vigorosas logo após comer.


Logo após que você come, seu organismo se prepara para a etapa da digestão, dirigindo grande parte do fluxo sanguíneo para essa atividade. Quando realizamos outras atividades que demandam energia, uma quantidade menor de sangue será enviada para o trato gastrointestinal, prejudicando a digestão e podendo agravar os sintomas do refluxo.


7. Evite roupas apertadas, especialmente após uma refeição.


A compressão dos órgãos envolvidos com o processo digestivo pode dificultar a digestão, estimulando o quadro de refluxo.


8. Consuma uma dieta saudável, nutricionalmente completa, com uma quantidade adequada de fibras.


Quanto mais desbalanceada sua alimentação é, mais dificuldade seu organismo tem para realizar a digestão. Os industrializados possuem quantidades elevadas de gorduras, açúcares, sódio e aditivos químicos, que podem irritar a mucosa esofágica, e de todo o trato gastrointestinal. Por outro lado, uma dieta saudável possui quantidades balanceadas de nutrientes, além de possuir vitaminas, minerais e compostos antioxidantes, que contribuem na integridade dos nossos órgãos, garantindo que suas funções sejam bem executadas.


9. Evite alimentos ácidos e muito condimentados quando houver inflamação.


O papel das especiarias no agravamento do quadro de inflamação não é claro, mas observa-se que podem causar desconforto quando já existem lesões no trato gastrointestinal. Os alimentos com um pH ácido, incluindo sucos de frutas cítricas (laranja, limão, tangerina, acerola, etc.), tomates e refrigerantes, causam dor quando o esôfago já está inflamado.


10. Perca peso se estiver com sobrepeso.


O excesso de peso aumenta a pressão dentro do estômago, contribuindo para o desenvolvimento da doença. Além disso, a perda de peso pode diminuir o tempo de contato do esôfago com o ácido, levando à redução nos sintomas de refluxo.


Se você sofre desse mal, não deixe de procurar um médico especializado e um nutricionista para te acompanhar nas mudanças alimentares e comportamentais. No fim das contas, essa sempre será a orientação mais importante.


Espero ter te ajudado hoje!

Um Beijo da Nutri,

E VIVA NA MEDIDA!

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